O apoio pedagógico-terapêutico em grupo, com carácter mais ou menos intensivo, é o modelo de intervenção priveligiado, sendo as crianças agrupadas de acordo com a fase de comunicação (J. dos Santos, 1983) em que se encontram.
A intervenção pode também concretizar-se, excepcionalmente, pelo apoio pedagógico-terapêutico ou psicoterapêutico e o apoio indirecto à criança, através da intervenção na família ou na escola.
A Equipa dá, ainda, resposta a pedidos de consultadoria para orientação de casos apresentados por professores ou outros técnicos da comunidade.
O trabalho junto destas crianças pretende, sobretudo, ir ao encontro dos seus interesses, saberes e vivências, valorizando e desenvolvendo as suas capacidades, na tentativa de compreender o que está na origem das suas dificuldades. Através da estimulação e da ligação dos saberes, das vivências e das experiências de cada criança, do conhecimento de si próprio e das suas capacidades, procura-se, essencialmente, a busca do sentido do aprender, aliada à aprendizagem do viver em conjunto.
Tenta-se criar um envolvimento relacional de segurança que permita a cada criança uma estabilidade emocional que “propicie o prazer e o desejo do conhecimento, onde se liga o simbolismo, a realidade e o afecto” (T. Ferreira), “num clima de liberdade para pensar” (Lipmann, 1993).
Na intervenção directa com as crianças pretende-se reflectir o clima institucional da Casa da Praia. A dinâmica do funcionamento em Equipa, que passa pela cooperação e pelo respeito de ser e do saber de cada um, é a mesma que se tenta imprimir no trabalho quotidiano com os grupos de crianças, procurando-se uma convivência harmoniosa, no respeito pela sua individualidade.
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